Visitantes são bem-vindos

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Na frente das capelas de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias há uma placa identificadora, com o nome da Igreja. Na placa, junto ao nome da Igreja, há um aviso: “Visitantes são bem-vindos”. Esta informação, destinada àqueles que visitam a Igreja ou que simplesmente passam por ela, pode parecer apenas uma formalidade ou gentileza, porém, não é este o caso. Todos os que chegam à Igreja de Jesus Cristo são realmente bem-vindos!

Aqueles que já são membros da Igreja devem compreender que, mais importante que uma inscrição gravada em uma placa, é ter gravado em suas mentes e corações o sentimento de que aqueles que buscam a Igreja de Jesus Cristo devem se sentir bem-vindos. Expressar esse sentimento constantemente, por palavras e ações, e sinceramente fazer todos bem-vindos à Igreja, estejamos em um ambiente físico, como uma capela, ou em um ambiente virtual, como uma rede social, um aplicativo de mensagens, um site ou um blog (especialmente neste período em que não podemos nos reunir nas capelas devido à pandemia do COVID-19), é o dever de cada Santo dos Últimos Dias.

A fim de cumprir o compromisso de fazer todos bem-vindos, um membro da Igreja deve, antes de qualquer coisa, compreender que a Igreja é de Jesus Cristo e não sua, e, portanto, seus preconceitos, gostos, desgostos ou preferências a respeito de quem quer que seja, não se encaixam no conceito que norteia a expressão “visitantes são bem-vindos”, porque esta frase não é limitada em seu alcance. Assim, não são apenas os “visitantes que são meus amigos”, ou os “visitantes que não usam tatuagem ou piercing”, ou os “visitantes que se vestem com recato”, ou os “visitantes que não falam palavras grosseiras”, ou ainda os “visitantes que já acreditam em Jesus Cristo” que são bem-vindos. Todos são bem-vindos, com seus costumes, culturas, hábitos e imperfeições, sem exceção!

Para fazer os que buscam a Igreja se sentirem bem-vindos, aceite-os como eles são neste momento, enquanto indica amorosamente o caminho a seguir para que possam tornarem-se ainda melhores. É preciso tempo e paciência para que as pessoas façam seus próprios ajustes, com a ajuda de Jesus Cristo. Somente Ele pode transformá-las e moldá-las ao Seu padrão, e Ele assim o faz apenas quando elas permitem. Geralmente, isso não ocorre antes que elas decidam se comprometer com Ele por meio de ordenanças e convênios, e este compromisso normalmente não ocorre antes que elas conheçam o evangelho e a Igreja, e se sintam bem-vindas para iniciarem este processo. É dever dos Santos dos Últimos Dias auxiliarem neste processo, e não o interromperem por causa de desconfortos pessoais causados pela presença de alguém com aparência ou atitudes que estejam fora do seu padrão habitual. Se você deseja que as pessoas já vivam o padrão de aparência e atitudes que se espera de um Santo dos Últimos Dias antes mesmo de conhecerem a Igreja e visitá-la, provavelmente é você que precisa passar por uma transformação profunda e urgente.

O Presidente Gordon B. Hinckley disse: “Não é fácil tornar-se membro desta Igreja. Na maioria dos casos, isso acarreta o abandono de velhos hábitos, velhos amigos e companheiros e a adaptação a uma nova sociedade, diferente e um tanto exigente. Com o número crescente de conversos, precisamos de um esforço significativamente maior no sentido de ajudá-los a encontrar o rumo. Todos esses conversos precisam de três coisas: fazer um amigo, ter uma responsabilidade e ser nutridos “pela boa palavra de Deus”. (Morôni 6:4) Para nós, é um dever e uma oportunidade proporcionar-lhes essas coisas. (…) Esse trabalho é de todos. (…) Peço a cada um de vocês que ajudem nesta tarefa. Precisamos de sua capacidade de fazer amizades. Precisamos de seu senso de responsabilidade.”(1)

Ser um amigo, ajudar em suas novas responsabilidades e nutrir com a “boa palavra de Deus” são ações esperadas de quem deseja fazer seus novos amigos e irmãos bem-vindos. Ao conhecerem nossas crenças, conceitos e valores, aqueles que buscam sinceramente o Salvador e Sua Igreja aprenderão o que precisam para fazer e honrar convênios com Ele.

Este processo, ao qual damos o nome de “conversão” tem, geralmente, duas partes. A primeira, e mais conhecida, é a “conversão espiritual”, que é o processo individual de aprendizado e aceitação das verdades restauradas do evangelho de Jesus Cristo e de tornar-se espiritualmente uma nova pessoa, convertida pela nova fé. Este processo se estende por toda a vida e inclui o arrependimento, a realização e o cumprimento de convênios com o Senhor e o empenho em fazer a Sua vontade. A outra parte, ou o outro processo, é o que chamo de “conversão prática”, que é a integração aos outros Santos dos Últimos Dias e ao seu “modo de vida”. Isto inclui tornar-se parte de uma nova comunidade, frequentar as diversas reuniões, participar das atividades, servir e permitir ser servido. Cada aspecto da organização da Igreja pode proporcionar um auxílio essencial à conversão espiritual e à conversão prática.

Ao convidarmos e recebermos bem aqueles que visitam A Igreja de Jesus Cristo e os ajudarmos a aprenderem sobre o evangelho de Jesus Cristo e a progredirem em sua conversão, estamos servindo no trabalho missionário. O sucesso do trabalho missionário não é medido por quantas pessoas foram convertidas ao final do processo, porque não temos controle sobre isto, mas por quantas pessoas convidamos a virem a Cristo e fizemos sentirem-se bem-vindas ao buscarem uma vida centralizada no evangelho.

Para isso, precisamos agir como os missionários. Ele são construtores de pontes e não de muros. De um lado está a vida atual das pessoas. Do outro está a nova vida, no evangelho de Jesus Cristo. Aqueles que se empenham no trabalho missionário constroem a ponte que ligará estes dois lados, para que a travessia seja feita. Esta travessia só será realizada se as pessoas tiverem o desejo de permanecerem na sua nova vida. Auxiliar a despertar este desejo, com cuidado, amor e paciência, é a responsabilidade daqueles que já fizeram esta jornada da esperança.

Talvez você se pergunte como servir no trabalho missionário, neste tempo conturbado durante o qual temos tantas restrições de locomoção e mesmo as capelas estão fechadas. Há várias formas de convidar uma pessoa a conhecer a Igreja, mesmo à distância. Por exemplo, você pode convidá-la para um evento digital de sua organização, ala ou estaca, como um devocional. Você pode convidar um amigo ou parente para assistir a uma aula remota do Seminário ou do Instituto. Convidar e ensinar a realizar o trabalho da história da família, incluindo a indexação, é uma excelente forma de apresentar esta doutrina a um amigo. Enviar links dos sites da Igreja, de artigos de A Liahona e de discursos da Conferência Geral, além de vídeos dos canais da Igreja, são outras formas muito eficazes de ajudar pessoas a achegarem-se a Cristo. A lista de oportunidades é imensa, e incluem ainda postagens edificantes nos seus perfis pessoais nas redes sociais.

Lembre-se que os missionários podem contatar pessoas por meio da tecnologia. Entre em contato com os missionários que servem em sua ala, pergunte como você pode ajudar, e apresente seus amigos a eles. Neste momento tão difícil para todos e cheio de desesperança para muitos, é importante fazer com que as pessoas se sintam bem-vindas ao visitarem, mesmo que virtualmente, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e saibam que podem atravessar a ponte que as levará a uma vida ainda melhor, pelo evangelho de Jesus Cristo. Construa esta ponte!

Referências:

(1) Presidente Gordon B. Hinckley, A Liahona, julho de 1997, pp. 53, 55


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