Vem, e Segue-Me: 2 Néfi 1–5 – "Vivemos segundo o padrão da felicidade"

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Dois pontos interdependentes e complementares fazem os conteúdos de estudos do Vem, e Segue-Me desta semana. O primeiro refere-se ao padrão de felicidade que o Pai Celestial nos deu para vivermos aqui na Terra. O segundo, o arbítrio que nos faz livres ou cativos, mediante nossa decisão.

Quando Leí identificou as condições essenciais para que seja possível o arbítrio, descreveu as etapas básicas para compreendermos o que significa viver o padrão de felicidade através deste arbítrio ou, nas palavras dele, as condições para alcançarmos o potencial divino.

– Conhecimento do bem e do mal, através do estudo das escrituras. Não existe outra maneira de conhecer a vontade do Pai Celestial, nem existe a menor possibilidade de seguir Jesus Cristo se não conhecermos Sua vida e Seus ensinamentos.

– A lei que foi dada à humanidade rege que qualquer pessoa tem o arbítrio para fazer escolhas certas, que levam à liberdade espiritual, ou escolhas erradas, que conduzem ao cativeiro. “A desobediência tira dos homens o direito às bênçãos que estão reservadas para eles.”(1)

– Oposição que nos atrai e nos dá a possibilidade de decidir. Talvez essa seja a parte mais importante do padrão de felicidade – o poder de escolher entre o certo e o errado. “Os opostos que nos atraem em direções contrárias nos dão a variedade de escolhas que fazemos na vida. É por isso que precisamos da oposição em todas as coisas.”(2)

– Poder para agir é poder para fazer uso do arbítrio e ter a capacidade de tomar as decisões corretas, acreditando no próprio potencial (porque somos filhos de Deus, claro), além de ser industrioso, ou seja, autossuficiente, ao ponto de realizar e de trabalhar intensamente até realizar os próprios sonhos, que definem a vida de todos nós.

Muitas vezes, esse poder de escolha traz por consequência a retirada da liberdade. Uma decisão equivocada, errada ou contrária às leis que regem a natureza, por exemplo, nos rouba a possibilidade de escolher as consequências dessa decisão. Posso decidir ultrapassar em alta velocidade num cruzamento entre duas avenidas movimentadas, mas não posso definir a consequência dessa minha ação.

Outro ponto interessante da lição é a valorização de Néfi para as coisas que parecem simples, mas que geram um padrão da felicidade, tais como: a família (que é a unidade celestial pela qual nos tornamos deuses), os mandamentos (que nos guiam e nos mostram a vontade do Pai Celestial, além de definir o padrão de felicidade), as escrituras (que nos ensinam a verdade e todas as coisas que devemos saber), a educação (que nos capacita para o trabalho e para o convívio em harmonia com a família e outros semelhantes), os templos (onde fazemos convênios e lembramos de nos preparar para a exaltação), o trabalho (que nos faz dignos de sermos e termos o que precisamos e desejamos) e os chamados na Igreja (que nos enchem de alegria em poder servir, por amor ao próximo, revelando nosso amor ao Pai Celestial e ao Seu Filho Jesus Cristo – a quem amamos e adoramos).

É reconfortante saber que somos livres para agir por nós mesmos, que a queda e a Expiação de Jesus Cristo são partes essenciais do plano do Pai Celestial, e que, desta forma, podemos nos voltar para Ele em nossa fraqueza. O Senhor permite que, através do nosso poder de decisão, vivamos abundantemente o Evangelho, encontrando a felicidade plena.

Referências

(1) Rubens Prado, “Vem, e Segue-Me: 1 Néfi 16-22 – “Prepararei o caminho a vossa frente“, Blog Estandarte da Liberdade, 27 de janeiro de 2020

(2) Agirem Por Si Mesmos – Sequência de Vídeo do Seminário

Wellington Silva
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