Élder Gary E. Stevenson fala sobre declaração errônea na versão impressa do Vem, e Segue-Me

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O Élder Gary E. Stevenson, do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, participou do 36º almoço anual do Memorial Martin Luther King Jr., promovido pela NAACP – National Association for the Advancement of Colored People (Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor), em Salt Lake City. Na ocasião, o NAACP homenageou a Huntsman Foundation e a Xerife Rosie Rivera, em comemoração ao Dia de Martin Luther King Jr. Em sua mensagem, o Élder Stevenson se referiu a um comentário do Reverendo King, que foi o homem mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, aos 35 anos: “A pergunta mais persistente e urgente da vida é: o que estamos fazendo pelos outros?”.

No início de seu discurso, Élder Stevenson falou sobre um erro na versão impressa do manual de estudo do evangelho Vem, e Segue-Me, de 2020, e lamentou que isso tenha ocorrido. O manual impresso inclui uma declaração antiga que diz ser a pele escura o sinal da maldição imposta pelo Senhor aos lamanitas. O Élder Stevenson negou essa declaração.

Ele afirmou: “Um de nossos manuais recentes da Igreja inclui um parágrafo com alguns comentários desatualizados sobre raça.” E continuou: “Foi erroneamente incluído na versão impressa do manual, que havia sido preparada para impressão há quase dois anos. Quando este texto foi trazido à atenção dos líderes da Igreja no final do ano passado, eles ordenaram que fosse imediatamente removido em nosso manual online, que é usado pela grande maioria de nossos membros. Também informamos que os futuros manuais impressos trarão essa alteração.”

“Pedimos aos nossos membros que desconsiderem o parágrafo no manual impresso”, acrescentou ele. “Agora, quero dizer que estou profundamente triste e magoado com esse erro e por qualquer dor que possa ter causado a nossos membros e a outros. Gostaria apenas de reiterar a posição da Igreja, que é clara. Condenamos todo o racismo, passado e presente, de qualquer forma, e negamos qualquer teoria de que a pele negra ou escura seja um sinal de maldição. Somos irmãos e irmãs, e eu os considero amigos. Amo e aprecio vocês”, disse ele, que recebeu aplausos de todos.

O texto corrigido, presente no manual Vem, e Segue-Me online, diz:

Qual foi a maldição que caiu sobre os lamanitas?

Na época de Néfi, a maldição dos lamanitas foi a de serem ‘afastados da presença do Senhor (…) por causa de sua iniquidade’ (2 Néfi 5:20–21). Isso significava que o Espírito do Senhor tinha sido retirado de sua vida. Quando os lamanitas se arrependeram e decidiram viver o evangelho de Jesus Cristo, ‘a maldição de Deus não mais os acompanhou’ (Alma 23:18).

O Livro de Mórmon também afirma que uma marca de pele escura apareceu nos lamanitas depois que os nefitas se separaram deles. A natureza e aparência dessa marca não são totalmente compreendidas. A marca inicialmente diferenciou os lamanitas dos nefitas. Mais tarde, à medida que os nefitas e os lamanitas passaram por períodos de iniquidade e retidão, a marca se tornou irrelevante como um indicador da posição dos lamanitas diante de Deus.

Os profetas afirmam em nossos dias que a pele escura não é um sinal de desagrado ou de maldição divina. A Igreja adota o ensino de Néfi de que o Senhor ‘não repudia quem quer que o procure, negro e branco, escravo e livre, homem e mulher’ (2 Néfi 26:33). O presidente Russell M. Nelson declarou: ‘O Senhor salientou Sua essencial doutrina da igualdade de oportunidades para Seus filhos. (…) Diferenças em coisas como cultura, idioma, gênero, raça e nacionalidade se tornam insignificantes quando os fiéis entram no caminho do convênio e se aproximam de nosso amado Redentor’ (‘President Nelson Remarks at Worldwide Priesthood Celebration’, 1º de junho de 2018, newsroom.ChurchofJesusChrist.org).”

Fonte: Deseret News

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