A novidade da autossuficiência

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Na tentativa de buscar na internet mais informações sobre tomar decisão, pensar estrategicamente e planejar melhor as próprias ações, encontrei vários links sobre o assunto AUTORRESPONSABILIDADE. Logo aparecem livros, palestras, consultorias e uma infinidade de conteúdos recentes sobre o tema.

Tal qual uma modinha, encontramos com muita facilidade lições, sugestões e aconselhamentos a respeito de como ser autossuficiente. Porém, descobri que muitos filósofos há muito tempo já tratavam desse assunto. Assim, não podemos determinar quando essa teoria iniciou nem, tampouco, podemos afirmar que é algo novo.

Em 1966, Julian B. Rotter, um psicólogo americano conhecido por desenvolver teorias influentes, incluindo a teoria do aprendizado social, publicou um artigo intitulado “locus de controle” que é a expectativa do indivíduo sobre a medida em que os seus estímulos a um comportamento se encontram sob controle interno (esforço pessoal, competência, etc.), ou externo (as outras pessoas, sorte, chance, etc.).

Neste sentido, caso uma pessoa tenha um “locus de controle” predominantemente interno se sente mais no controle de sua própria vida e sucesso, exigindo mais de si mesmo e se concentrando no que pode fazer por conta própria, para lidar com os problemas atuais, enquanto uma pessoa com “locus de controle” predominantemente externo, sente que fatores externos tem um controle maior na sua vida, e assim, exige mais dos outros. Pessoas assim têm uma maior dependência emocional e funcional e são mais afetadas por críticas e elogios.

A boa notícia é que, sendo uma habilidade, o controle interno pode ser aprendido e desenvolvido. Com ele, pode-se ter o controle das ações e, consequentemente, passar a focar na solução e não no problema. As decisões e atitudes se tornam mais acertadas, maduras e produtivas, passando a se comunicar de forma mais positiva, além de enxergar as situações do dia a dia como oportunidades de fazer a diferença.

Wellington Silva
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